sábado, fevereiro 18, 2006

Evolution.

Pois é, isto chegou ao fim. Whoa, e eu a pensar que viveria preso a ti até ao fim dos meus dias e que esta era a maior noite que alguma vez teria de enfrentar.
Sim, a dor foi imensa.
Perene.
Fisicamente insuportável.
Tu foste o ar que eu respirei durante dias e dias e odisseias a fio.
Foste uma gota de lume a remoer-me as entranhas e fizeste-me pensar que eras a razão de eu estar aqui.
Perdi partes de mim tendo como certo que seriam um pequeno Dom para ti. E que permaneceriam em ti.
E a minha Alma e o meu Corpo estiveram presos à tua Alma e ao teu Corpo.

Eu sofri demasiado. Deixei fugir em vão tanto tempo e tanta Vida.
Não, não foram grilhões nem cordas que me prenderam a ti. Fui eu próprio. O Eu, o anti-Eu, e tudo junto.

Sinto por mim, mas sinto o céntuplo por ti. E já nem espero nada.
Porque a minha dor foi a tua indiferença.
O que eu inspirei de ti foi o que expiraste de mim.
Eu acendi-te o fogo, tu correste a apagá-lo.
E só agora vejo que não foste tu a tirar-me o que perdi. Simplesmente não aceitaste o que eu te queria dar.
Mea culpa.

Mas sabes que mais?
Tudo passa. Tudo é vaidade das vaidades.
E agradeço-te por me teres feito perceber que SER NOITE, embora tão mais conveniente, dá muito mais trabalho do que ESTAR VIVO.

domingo, janeiro 29, 2006

Neve

Pela primeira vez em meio século, nevou em Lisboa.

quarta-feira, janeiro 04, 2006