Pois é, isto chegou ao fim. Whoa, e eu a pensar que viveria preso a ti até ao fim dos meus dias e que esta era a maior noite que alguma vez teria de enfrentar.
Sim, a dor foi imensa.
Perene.
Fisicamente insuportável.
Tu foste o ar que eu respirei durante dias e dias e odisseias a fio.
Foste uma gota de lume a remoer-me as entranhas e fizeste-me pensar que eras a razão de eu estar aqui.
Perdi partes de mim tendo como certo que seriam um pequeno Dom para ti. E que permaneceriam em ti.
E a minha Alma e o meu Corpo estiveram presos à tua Alma e ao teu Corpo.
Eu sofri demasiado. Deixei fugir em vão tanto tempo e tanta Vida.
Não, não foram grilhões nem cordas que me prenderam a ti. Fui eu próprio. O Eu, o anti-Eu, e tudo junto.
Sinto por mim, mas sinto o céntuplo por ti. E já nem espero nada.
Porque a minha dor foi a tua indiferença.
O que eu inspirei de ti foi o que expiraste de mim.
Eu acendi-te o fogo, tu correste a apagá-lo.
E só agora vejo que não foste tu a tirar-me o que perdi. Simplesmente não aceitaste o que eu te queria dar.
Mea culpa.
Mas sabes que mais?
Tudo passa. Tudo é vaidade das vaidades.
E agradeço-te por me teres feito perceber que SER NOITE, embora tão mais conveniente, dá muito mais trabalho do que ESTAR VIVO.
Sábado, Fevereiro 18, 2006
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2 comentários:
Muito simples, mas muito sentido o texto.
O truque é não perder a esperança de que nos podemos realmente voltar a entregar a outra pessoa.
:)
Gostei muito do blog, mas especialmente deste poema... ;)
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