Domingo, Setembro 16, 2007

Muros.

O ar sai mais puro do que entra, tenho o peito aos pulos e este cubo onde vivo é o mais infinito que nos separa.

Há palavras que não ouso dizer - penso-as. E a formação do conceito é assaz veemente e chega lá, ao outro lado, e tu verbaliza-las, porque é assim que tem de ser. Só aí me apercebo de que o teu pedido é a minha própria vontade original, e assim, simplesmente, não mais faço do que o que me apraz, porque o teu desejo é imagem do meu deleite. É uma Psicologia invertida que só eu sei explicar, porque para ti o mundo é feito de pão e manteiga, torradas pela manhã, chocolate antes do jantar e condutas tão evidentes quanto a teu ver subreptícias. Gosto de me rir com estas pequenas vitórias porque a competição me está nas veias e tu sabe-lo mais que ninguém.

E quando me dizes que o tempo que passas comigo são gotas de luz e pequenas pérolas, sei bem que quem o inventou fui eu, como se me aprouvesse pensares que não existe Felicidade, mas antes e apenas momentos felizes.

1 comentários:

Juliani Santana disse...

conhecendo seu blog,parabens por tanta inspiracao!!