Quinta-feira, Novembro 17, 2005

Para sempre.

Procuro a lua a seguir.

Não sou EU que te asseguro loucura eterna ou devoção sem fim.
É o tal anti-eu de que falava há dias. Esse, por si, sabe apenas prometer que estará sempre onde tu estiveres. À espera, entrevendo nas linhas das tuas mãos o quê de Vida que lhe roubaste.

Tenho que acordar rápido rápido deste pesadelo.
É uma corda muito grande e muito forte, aquela que me solda a ti e atarraxa a minha noite aos teus dias.

Mas antes, preciso de um ocaso.

Preciso de reciclar a bola amarela e fazer com que ela me ilumine melhor as cadeiras e os abismos e me tire do poço.

Preciso de quem me puxe e faça retornar a luz aos meus dias.

Preciso de letras que exprimam a necessidade que sinto de te não ter.

Preciso de uma faca que corte muito fundo e com grande força.

Preciso do mar, que é teu.

Preciso do ar.

Falta-me o ar.



Preciso de ti.