Procuro a lua a seguir.
Não sou EU que te asseguro loucura eterna ou devoção sem fim.
É o tal anti-eu de que falava há dias. Esse, por si, sabe apenas prometer que estará sempre onde tu estiveres. À espera, entrevendo nas linhas das tuas mãos o quê de Vida que lhe roubaste.
Tenho que acordar rápido rápido deste pesadelo.
É uma corda muito grande e muito forte, aquela que me solda a ti e atarraxa a minha noite aos teus dias.
Mas antes, preciso de um ocaso.
Preciso de reciclar a bola amarela e fazer com que ela me ilumine melhor as cadeiras e os abismos e me tire do poço.
Preciso de quem me puxe e faça retornar a luz aos meus dias.
Preciso de letras que exprimam a necessidade que sinto de te não ter.
Preciso de uma faca que corte muito fundo e com grande força.
Preciso do mar, que é teu.
Preciso do ar.
Falta-me o ar.
Preciso de ti.
Quinta-feira, Novembro 17, 2005
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