Quarta-feira, Outubro 12, 2005

Desde sempre.

Os meus dias são agora feitos de pequenas luzes que se acendem subtil e imprevisivelmente, presenteando-me com a surpresa de o tu-TU estar a dar lugar a uma doce, sublime memória de ti.

Não. Nada disto.

No meu mundo, a ubiquidade assenta-te que nem uma luva.
Até porque esta doença é crónica, sabes. Ainda que surja de mansinho e camuflada sob a forma de prurido nas entranhas do Ser, provoca danos irreparáveis e atemporais. E a pulsação acelerada é apenas o berro contido desta bomba que me come o peito de tanto bater por ti, como se estares aqui fosse função dela.

Mas sim, sim, estou bem melhor.
Ufa.