Sinto-me como que a perder pontos e pontos num jogo que foi inventado por mim.
Pior: constato que os perco para outra pessoa, sem que a minha omnipotência ou a minha ubiquidade iniciais tenham qualquer palavra a dizer.
Isto, claro, por uma razão muito simples: nunca existiram, aquelas duas.
Eu é que me iludi e, pretensiosamente, julguei ser meu o que nunca, mas nunca, será de ninguém. Entusiasmei-me, vê lá tu, certo, certíssimo de que o tempo estava do meu lado e me sustentava e segurava um tapete que, afinal, nunca saiu deste chão.
Enganado - como sempre, em tudo o que tenha a ver contigo.
Porém, pergunto-me a mim mesmo se o engano não será também teu; se o que eu vivo não será, até, aquilo que tu também vives. Acho mesmo que chegou o tal momento em que aquilo que sinto por ti é o mesmo que tu sentes por outra pessoa. E essa, por sinal, gosta de ti mais do que tu gostas de mim. Entendes?
E é assim que me apercebo, crua e isoladamente, de que há coisas e gente, neste mundo, com as quais eu não posso competir.
Sábado, Agosto 27, 2005
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1 comentários:
Escreves muito, muito bem!!! Realmente às vezes estes desenganos destroem-nos por dentro! Espero que agora já estejas bem e a pensar noutras coisas.. Hehe
Beijinho
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