Sou um crente.
Em tudo e todos hei-de ousar crer,
sem saber, porém,
que no outro me desacredito de mim.
Não parto daqui:
prefiro não recordar
que mais dói crer do que amar.
E na mente tenho apenas
uma verdade ausente
que corrói e inflama
a imagem de ti.
Omites
camuflas
desmentes
como quem pede perdão
sem pensar que na voz
traz o tijolo do chão.
Mas eu creio,
acredito ser vero
e sincero
tudo o que me dizes a mim.
Porque um dia,
crendo em ti saberei
seres fiel, também tu,
a outra qualquer esperança
à dor de amar tanto
chorando
desesperando
como eu te amo a ti.
Sexta-feira, Agosto 19, 2005
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