Não, não consigo dormir.
Sinto-me como se em mim habitassem todas as razões para que o Mundo seja o que é.
A Palavra não é a arma mais poderosa e primitiva que o homem possui. Antes reside a nossa força no gesto, na concretização dos pequenos pedaços de uma alma que, embora se queira nobre e idílica, não passa do ar que temos no peito e da seiva que nos corre nas veias.
É por isso que, quando falo do fio de sal que me inunda a cara e me faz acreditar que é possível o esvaimento instantâneo e sem-tempo, lamento os pretéritos desta terra e todo um provir que é triste e desde sempre esvaziado por mim mesmo.
sábado, julho 30, 2005
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