É assim, neste silêncio, que eu celebro a chegada do vento que vem do Norte e arrasa a praia. Colosso só e voraz, regurgita a fúria que tenho no nome e faz-me tremer de aguda satisfação . E é contigo que eu festejo a noite, este caldo de dor que é a tua ausência constante.
Tenho saudades do teu cheiro. Do teu rosto perfeito. Desse espelho do verde da floresta e do cinzento do mar. Dessa lua que trazes contigo e me alumia o sorriso por te ter perto. Sinto a falta dos beijos nas palavras, das horas em que o olhar vem fundo, cá dentro, e descobre o mais belo em mim. Como o relógio necessita do tempo, assim eu preciso de ti. E lá onde começa este grito em silêncio nos calabouços da alma, aí acaba o dom de estares presente.
Onde estás?
Sábado, Maio 07, 2005
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